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  • Matheus Brasilino

Sobre o Capital Estrangeiro

Atualizado: Nov 20




















O Brasil, como nação, é verdadeiramente abençoado pelo criador.


Possuímos uma vasta quantidade de recursos, de alimentos a matéria prima, além de um potencial energético que causaria inveja a qualquer país desenvolvido na atualidade. Temos um povo que originou sua cultura sobre uma base cristã, guiados pela misericórdia e foco ao bem comum e que em sua essência, preza pela moralidade. Somos a mescla de três etnias principais que conseguem coexistir e se misturar em torno de um projeto nacional, sem exclusão ou conflitos raciais em larga escala. Muitos gênios nasceram aqui, de Duque de Caxias a Alberto Santos Dummont, fomos agraciados pela virtude do progresso, onde muitos indivíduos fizeram história e construíram legados que ecoarão pela eternidade. Por fim, não temos inimigos diretos, pois sobre uma diplomacia justa, optamos pela paz e pelo dialogo como caminho para resolução de conflitos, utilizando nosso poder bélico apenas em último caso.


Por que então, um país com tais qualidades, não consegue se desenvolver de maneira definitiva?


A resposta se inicia de maneira simples, mas tende a se expandir a cada vez que se aprofunda ao assunto. É como uma estrela do mar, na qual quando se corta um tentáculo, além de se regenerar o membro perdido, faz com que a parte cortada vire uma nova, multiplicando-se em cada tentativa de isolamento dos membros.


O principal motivo para o nosso baixo crescimento deve-se a inserção excessiva de capital estrangeiro no país. Um problema econômico que se atenua com a globalização, pois além de estagnar, nos degrada, há níveis imensuráveis, pois se infiltra em outros setores da sociedade. Para facilitar a compreensão, os ataques a nossa soberania serão divididos em duas partes: a econômica e a social.


A econômica é a mais simples de compreender. Apesar de possuirmos inúmeros recursos, não produzimos quase nada, pois nossos governantes têm preferência em vende-los ao mercado exterior. Nosso setor industrial está decaindo a cada ano e para não se reduzir o consumo, industrias estrangeiras se instalam no país. Estas, tem suas marcas na criança mostrada em foto, pois dominam completamente nossa cadeia produtiva, comprometendo seu futuro. Isso é prejudicial, pois um país sem setor secundário não cresce economicamente e se torna uma colônia moderna, ou, um posto de abastecimento de recursos das potencias. Vendemos nossos minérios por um preço baixo para comprar seus carros e armas a preços altos, gerando um déficit automático na balança comercial.


Alexander Hamilton, um dos economistas mais brilhantes da história americana, quando viu seu país cair em uma situação semelhante, optou por aumentar as tarifas e usar o estado para priorizar a indústria nacional. Tal política desenvolvimentista foi chamada de “neo-mercantilismo”, o que para um liberal soaria como ofensa, mas no fim funcionou e os Estados Unidos da América conseguiram uma base industrial confiável para assegurar sua presença ao mundo. Hoje, quando a China se mostrou um rival à altura, elegeram um novo presidente com políticas protecionistas, pois sabem que seu inimigo se infiltrara pelo mercado e que se perdesse sua produção interna, perderiam tudo. O economista sul coreano Há-Joo-Chang em seu livro “Chutando a Escada”, menciona que as potencias asseguram sua hegemonia atrapalhando os países subdesenvolvidos em uma criação de industrias próprias. Eles supostamente infiltrariam suas fabricas defendendo o “livre mercado” e sufocando qualquer chance de crescimento dos mesmos.


Outro conceito bem conhecido ao meio acadêmico seria a “doença holandesa”, na qual a Holanda, ao perceber que tem um setor primário rentável, girou sua economia em torno dele, esquecendo-se de aprender a manufaturar, o que os levou certamente a crise e miséria, pois sua vida passaria a depender do preço de commodities. Também se percebe tal relação com a Venezuela e o petróleo, que quando os preços sobem, ela distribui auxílios sociais a todos e quando o preço cai, a fome e rebelião tomam as ruas.


O que dizer então do Brasil, que possui a maior quantidade de recursos concentrados do mundo? Dizemos que o que podia ser uma benção, torna-se a maior maldição, pois todos de fora querem uma fatia do território para si, então usam de todos os meios para impedir o brasileiro de produzir. Se for ao parlamento hoje, verás que economicamente falando, a única diferença entre a “direita” e a “esquerda” é que a primeira serve as corporações americanas e a segunda, as chinesas. Pelo Brasil mesmo, ninguém luta. Todos só anseiam pelo capital estrangeiro e pela globalização, enquanto o brasileiro por si só, vai a miséria.


Existem heróis, que mesmo tendo um estado fantoche trabalhando em prol dos donos do mundo, tentam criar suas manufaturas. A Embraer por exemplo, criada por Osíris, o “engenheiro do impossível” conseguiu honrar o legado de Dummont e nos garantir independência no setor aeroespacial. Independência essa que já foi vendida pela Boeing em um governo pró-EUA, junto com a base de Alcântara, mas sem dúvida, valeu a tentativa.

E também existem parasitas seguidores de um culto ao meio ambiente que a cada dia inventam mais restrições para evitar um suposto “eco apocalipse”. O brasileiro ainda precisa entender que só ele está seguindo as restrições, enquanto o resto do mundo simplesmente as ignoram. Mesmo se o mundo fosse acabar apenas pelo fato do brasileiro produzir alguma coisa, valeria a pena. O futuro de uma “Greta Thunberg” não é mais valioso que o futuro de uma criança na favela, e se eles tentarem nos convencer a sacrificar o nosso povo para salvar mundo, eu vos digo, que o mundo acabe! Nós não seremos os sacrificados ao altar e não devemos aceitar a eterna pobreza só para salvar os europeus, americanos e chineses da fúria da natureza.


O único político que se manifestava contra todos foi um médico chamado Enéas Carneiro, mas foi taxado como louco e extremista, mostrando que talvez o brasileiro mereça um pouco do martírio que tentam nos impor.

Realizar uma resistência a degradação econômica é realmente uma tarefa difícil e exaustiva. Líderes como Getúlio Vargas e o Imperador Dom Pedro 2° dedicaram suas vidas a isso, falharam e hoje, torna-se uma tarefa mais exaustiva ainda porque o capital estrangeiro nos ataca por uma segunda frente: a social.


Considerando que nossos representantes respondem a eles e um líder, como dizia Aristóteles, é também um pedagogo, usam de sua influência para atacar os pilares da moralidade brasileira. Em um cenário hipotético, um homem casado, católico, com três filhos, que preza por sua tradição e valores vai lutar não só por um emprego, como por um bom país para que sua prole cresça e colha um futuro melhor, logo, o conservador automaticamente se torna patriota. Por outro lado, o libertino que vive em festas e se droga para esquecer a realidade não precisa de um país ou sequer se importa com o futuro. Qual destes acredita que seria o homem ideal para um Brasil fantoche? Certamente a segunda opção.


Em consequência disso, as corporações estrangeiras tentam relativizar a verdade, dizendo que não existe certo e errado, mas que o certo é chato de ser viver. Tenta entupir o país de imigrantes com as mais abomináveis culturas e alega que todos são “iguais”, para que os valores se misturem entre si e percam sua validade. Afirma que existe “dívida histórica” entre as etnias para que uma se volte contra a outra. Tenta relativizar a sexualidade e ataca constantemente a formação de famílias. Desorientadas, as pessoas passam a idolatrar os valores que o mercado quer que elas idolatrem e mais uma vez voltamos a imagem do bebê, marcado pelas corporações, pois além de miserável, ele será infeliz, pois sua cultura está sendo moldada para que ele aja contra sua natureza e viva pelos prazeres sensoriais. Marchamos para uma versão mendiga da distopia “Admirável Novo Mundo” de Huxley.


Para resistir a esse trágico destino, devemos contar com as últimas instituições que prezam pela virtude em território nacional. As forças armadas e a igreja. Uma luta pela defesa do corpo e a outra, da alma. E se cada brasileiro resistir ao fluxo das ondas corrompidas, a independência é questão de tempo, e então poderemos cumprir o que o Imperador Dom Pedro 1° exigia nas margens do rio Ipiranga. Independência ou morte, não há outro caminho.


A resistência precisa partir daqui. Somos o país com a maior quantidade de católicos do mundo, precisamos tornar nossa pátria uma fortaleza contra o liberalismo e a partir dela resistir ao mundo moderno. Nosso estado tem o potencial de se tornar uma segunda arca, perante ao dilúvio da globalização.


Mas ao mesmo tempo, é muito improvável. As pessoas estão preocupadas com futilidades. A tendência é piorar até a degradação alcançar um ponto crítico e alcançarmos o colapso. Somente com o sofrimento então, iremos aprender a ter bom senso e reagir, defendendo a terra sem inverno, nossa pátria amada Brasil.

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