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  • Matheus Brasilino

Sobre as Vocações

Hoje, meus escritos serão esboços, do que futuramente poderá se tornar uma teoria vocacional.


Quero sintetizar aqui, como um rascunho, tudo que entendo sobre as vocações, para que posteriormente possa usar como referência ou lembrete, assim como também expor as ideias para aqueles que possam concordar ou discordar. Caso ajam críticas, ou sugestões, serão todas muito bem vindas, pois o objetivo aqui é traçar um paralelo inicial, antes de um trabalho acadêmico mais completo.


Uma vez expostas as motivações, seguimos ao argumento.


Vocação, etimologicamente falando, vem do latim “vocare”, que significa chamado, então meu primeiro pensamento sobre o tema, é de que se trata de algo universal, no sentido de toda a humanidade possuir, mas ao mesmo tempo, particular a Igreja Católica, por ser a única entidade que realmente tem os dons para compreende-lo. Por isso, é de fato muito mais difícil falar sobre isso a qualquer “não católico”, que por não ter sentido ou presenciado nada semelhante, simplesmente tende a descartar a ideia com facilidade, apelando ao argumento existencialista. (nós escolhemos nossa própria razão de ser)


No entanto, aqueles que já estão na verdadeira fé, conseguem compreender, seja racional ou emocionalmente, e tende a dar mais ouvidos. Penso então que é inútil falar de vocação, antes da conversão do sujeito a verdadeira fé. Para se começar a entender, é necessário passar pela dicotomia do Arcanjo São Miguel, em sua vitória contra Lúcifer. A voz existencialista falará “não servirei”, “eu crio meu próprio destino”, “tudo está nas minhas mãos”, enquanto as forças dos céus dirão “ninguém como Deus”, ou “faça-se em mim segundo a tua vontade”, ou até “viver para mim é Cristo”.


Antes disso, não se fala de vocação.


A partir do momento que o homem se converte, ele recebe o batismo e a crisma, dois sacramentos.


Esses atos místicos concedem para o sujeito os 7 dons do Espírito Santo, que precisarão ser despertados com o tempo. Esses dons são: temor, piedade, fortitude, ciência, conselho, inteligência e sabedoria. (sendo a sabedoria, o maior deles)

Cada um destes dons tem um significado místico próprio, que são divergentes do que sabemos no senso comum. Por exemplo, o temor a Deus, primeiro dom, é algo completamente benéfico e inclui respeito e zelo pelo que é sagrado, não devendo ser confundido com o temor do senso comum, que é atrelado geralmente a covardia.


Mediante a isso, foquemos então no quarto dom: a ciência.


Neste sentido, ciência está relacionado a percepção, ou estar ciente das realidades espirituais e eternas. Também é com ela que começamos a entender a nossa essência, e com isso, os planos de Deus sobre nossas vidas. E somente a partir desse momento, podemos falar de vocação.


“E quando conseguimos isso?” Alguns podem perguntar, e então para responder, teria que retornar a Santa Teresa D’Avila, em sua Magnum Opus, “O Castelo Interior”.


Em sua doutrina, afirma que existem 7 níveis de mística que podem ser alcançados pelo homem e os compara com setores de um castelo, que precisam ser gradualmente explorados, no interior de nossas almas. No terceiro nível, é onde encontramos nossa vocação, pela ciência infusa do Espírito Santo, e podemos assim “atender ao chamado”, alinhando assim ao significado etimológico do termo.


Antes disso, precisamos claro, passar pela primeira morada, que é quando nos convertemos pela primeira vez, e pela segunda, que se trata da constante luta contra os vícios e pecados enraizados.


E o que a vocação/chamado nos causa?


Precisamos entender que a grande maioria das pessoas, ao seguir seu próprio caminho, acabam alienadas nas armadilhas da modernidade. Todos querem dinheiro e prosperidade, então ao invés de analisarem a si mesmos e a seus dons, olham para os salários e demanda de serviço. Com isso, o trabalho vira um fardo e a existência torna-se vazia.


A consequência para aliviar esse fardo seria buscar picos de prazer, para compensar a desordem de se marchar contra a própria essência. Com Sartre e a “gangue” existencialista falando para cada um criar seu próprio destino, maior se torna o vazio, que somado com o orgulho, passa a virar frustração. No ciclo, os picos de prazer passam a ficar maiores e mais pecaminosos, incentivado ainda, pela cultura de consumo, que o próprio mercado incentiva.


Esse comportamento é o que chamo de “Ciclo Eroscêntrico”, onde as empresas produzem bem estar, para compensar o vazio de seus próprios operários alienados. Geralmente termina com o suicídio, olhares mortos e frieza da população, causada pelo amortecimento dos sentidos, devido aos picos de prazer.


Mediante a tal realidade cruel, descobrir sua vocação é um grande presente.

Para aquele que a descobre, passa a ter um sentido maior em cada obra. Não fará nada apenas por dinheiro, mas usará seus dons para maximizar a salvação das almas e será feliz em cada vitória. Não precisará dos “picos de prazer”, pois a realidade se mostrará para si como cada vez mais bela, e louvando a Deus, cumprirá os planos que o criador estabeleceu para si.


Cada pessoa tem um dom, assim como pontos fortes e fracos. Da mesma forma, como dizia Aristóteles, o homem é um ser social. Essas duas características só fazem sentido com as vocações, pois o ponto forte de um, auxiliará o outro em seu ponto fraco, e o conjunto dos dons, fará da comunidade próspera e feliz.


No entanto, é difícil sugerir isso no ambiente onde todos são escravos dos débitos e a cadeia produtiva se encontra na mão de estrangeiros que são Inimigos da Humanidade. O judeu, em busca de cobrar seus juros, vai sempre falar “se esforce mais, com esforço você consegue qualquer coisa” e também como “sua felicidade não interessa, a vontade de Deus não interessa, apenas trabalhe mais” e espalhará milhões de palestrantes motivacionais, para alienar mais e mais a população. Enquanto claro, espalha mais depravação em pão e circo, para deixar a todos, sobre controle e em pecado. E uma oposição fantoche, que será fã do Marx.


As vocações são infinitas, pois cada ser humano foi cuidadosamente projetado por Deus para cumprir certa função. O chamado vocacional é único, abrangendo características essenciais e acidentais. No entanto, elas se dividem em três eixos principais: a vocação imperial, a intelectual e a sacerdotal.


Isso remete as três vocações primordiais do livro sagrado: rei, profeta e sacerdote. Todas as outras vocações são derivadas dessas três. E os reis foram simplesmente esquecidos, por causa da democracia.


Mas então quando vamos refletir sobre nossos dons, buscando nossa vocação, temos que ter essas três vocações em mente. Devemos nos perguntar: minha aptidão é para realizar obras? É para entender a realidade? Ou é mística? Se vamos realizar obras, somos variações menores dos reis, e temos vocação imperial, se vamos entender a realidade, somos variações menores de profetas, e temos vocação intelectual, e se vamos nos aprofundar mais nos mistérios de Deus, somos variações menores dos místicos, de vocação sacerdotal.


Quando descoberto, não podemos esquecer também do conselho de Cristo: lave os pés e sirva.


Acredito que o melhor jeito de iniciar sua vocação é no lugar mais baixo que puder, para que os dons de Deus se manifestem cada vez mais de modo latente, e lhe faça se destacar, conforme for se alinhando com a vontade dos céus. Se for dos planos de Cristo, que prospere, prosperará, se for dos planos que seja promovido, será promovido. O esforço, nesse momento, deixará de ser um fardo, mas será uma alegria.

A partir do momento que nos alinhamos em nossa vocação, nos sentimos tão completos em realizar nossa função, que as mesquinharias corriqueiras atreladas a dinheiro e ego, deixam de importar, e com essa alegria, conseguimos brechas para sermos caridosos. As dificuldades que surgem posteriormente, podem ser enfrentadas com mais facilidade, pois as brigas internas da alma já terão se resolvido.


E mediante a isso, em um cenário corporativo, qual a cultura que uma empresa deve adotar, para ser próspera com sua equipe?


Concluo que as corporações, se quiserem ser produtivas, deverão ser o mais conservadoras e hierárquicas o possível, priorizando formar uma unidade estrutural metafísica entre os seus subordinados, para que com isso, consiga alinhar a cada um, em sua respectiva vocação. Quando as pessoas compartilham de bons valores, elas tendem a formar amizades sinceras, e não meras relações comerciais ou aprazíveis, (referência a Aristóteles) e destes laços, um consegue encaminhar o outro para as rotas que os farão mais felizes.


Democracia na empresa? Diversidade é força? O impossível pode ser conquistado apenas com esforço? A empresa tem que se adaptar aos novos tempos?


Tudo é baboseira corporativa.


Os lemas e sermões compõe um compilado de lixo corporativo, gerado propositalmente para destruir as corporações em prol das próximas ideologias que estão vindo. Contam-se que certa vez Bill Gates, quando questionado por sua secretária sobre pautas de diversidade, ele simplesmente gritou com ela, questionando-a se ela queria destruir tudo o que ele construiu.


Um detalhe é que Bill Gates financia pautas progressistas no mundo todo.

Menos na própria corporação, obviamente... É um homem esperto.


Democracia na empresa faz com que pessoas sem preparo palpitem e opinem sobre temas que não compreendem, além de tornar os funcionários arrogantes e resistentes as ordens. Eles ficam como “ain não sou subordinado, quero ser chamado de colaborador, porque somos iguais”. E com esse delírio, ele leva a equipe a ruína, enquanto se afasta de sua própria vocação.


Diversidade é divergência, e pessoas com valores ruins, além de não serem produtivas, vão causar brigas e conflitos internos. Hoje, a lei ainda protege todo tipo de pessoa ruim, que pode processar porque ficou “ofendidinho”, já que seus valores doentios não estão sendo disseminados como ele gostaria.


O impossível não pode ser conquistado apenas com o próprio esforço, mas apenas via milagre, e se já não é obvio, vou dizer: não somos deuses, o mundo não gira conforme a nossa vontade.


E a empresa não tem que se adaptar aos novos tempos, principalmente porque estamos em tempos de crise. Se as corporações seguirem o fluxo da sociedade, ela vai afundar junto com a sociedade. Parece óbvio, mas hoje, quase ninguém entre as lideranças enxergam isso. Falam muito de empreendedorismo, mas justamente a principal característica do empreendedor, tentam suprimir: ver o que ninguém vê e marchar contra a maré de ignorância do homem comum.


De exemplo, cito ainda o caso da decadência de Detroit.


Detroit sempre foi a capital da produção americana, lar de grandes gênios e corporações, um símbolo de prosperidade do hemisfério norte. No entanto, aos anos 60, tomados pelas brigas raciais, feministas e depravados homossexuais, formaram uma cultura sindical muito forte, que minou toda a estrutura hierárquica das empresas locais.


E então chegaram os japoneses.


Carregando a cultura conservadora do fascismo, tinham estruturas muito bem organizadas, com cada integrante cumprindo sua vocação em seu respectivo cargo. Dizem que as empresas japonesas eram democráticas, mas isso é mentira, eles só eram autoritários de modo eficiente. A autoridade e questão vocacional era tão bem usada, que chegou a um ponto que ninguém precisava mandar, todos cumpriam as ordens espontaneamente, sendo cada operário, uma autoridade naquilo que fazia, podendo até mesmo sugerir novas ideias aos líderes, que as ouvia, analisava e dava sua autorização, como um imperador corporativo.


E os japoneses não se misturavam, optando por produzir no Japão e só revender nos Estados Unidos. Os japoneses se provaram superiores em todas as instâncias e colheram os frutos posteriormente.


Acho que nem precisaria dizer o resultado do mercado, mas os americanos foram massacrados, de modo que nunca mais reergueram, e agora seus dirigentes afeminados querem forçar o mundo inteiro a fazer “carro elétrico”, porque seria “bom para o planeta” e minimizaria sua humilhação.


Hoje Detroit está em chamas, virou uma macro favela e em 2 dias de lockdown, entrou em falência imediata, tendo na época que ser socorrida por um zombeteiro Trump.

No entanto, mesmo com a verdade sendo exposta aos números, as empresas grandes não compreenderão. Primeiro porque, como disse no começo do texto, não são católicos. Segundo, porque ao invés de lucrar com produtos de qualidade, eles preferem crescer na bolsa de valores, recebendo “investimentos” do judeu satânico, que só vai bancar a empresa que se curvar à sua agenda.


E o dinheiro do judeu vem do banco, que não produz nada e fatura via usura.


O que podemos fazer mediante a essa realidade, é ignorar os palhaços em seus teatros e baile de máscaras, e buscarmos nossas vocações, pois cumprindo a vontade dos céus, seremos felizes e prósperos, até o dia em que nossa hora final nos alcançar.

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