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  • Matheus Brasilino

Poética - Eu Odeio a Igualdade

Atualizado: 12 de Set de 2020

Esses são versos sobre a igualdade.

Mas talvez não sejam exatamente aqueles que queira ler.

Mas se continuar, ainda teimar em avançar e persiste

Então me permita confessar e tentar demonstrar que existe

Uma mentira que me assombra, nos destrói e é triste

“Os homens são iguais, então por que não se conforma de uma vez e desiste?”

Dentro desse sistema, em frustração e rancor me quebro.

Enquanto as massas gritam, eu sou o único que não celebro.

Não importam mais seus esforços e talentos, recebem a mesma recompensa.

Não é mais relevante se és um operário, ou se és o líder que pensa.

Tive visões sobre como poderíamos melhorar o ambiente

Sobre como produzir mais e deixar a obra mais atraente

Mas fui rejeitado, pois não tenho autoridade o suficiente

Somos todos iguais, então sou apenas um, em meio ao expoente

Não vejo sentido em termos opiniões, se nenhuma é convicta.

Sou apenas egoísta e não consigo enxergar sobre a ideologia invicta?

Mas se fecho os olhos e tento aceitar, minha consciência vai e conflita

Porque quando o fardo maior vem, se eu recuo, ninguém mais se habilita.

Prometendo acabar com a pobreza eles se instalaram.

E agora todos são pobres, porque se igualaram.

Aqueles que tem valores não enriquecem, porque sustentam o sistema

Eu odeio a igualdade, pois eles são parasitas e esse é o problema!

Enquanto eu preocupava, sacrificava e chorava.

Em uma luta amarga pelo bem comum.

Vocês se largavam, fugiam e fingiam,

Para agora falar que somos como um?

Mesmo quando eu venço, eu perco.

Pois estou neste perpétuo cerco.

Odeio a igualdade.

Pois fui condenado a glorificar o esterco.

Sou Atlas, carregando o globo

Trabalhando e trabalhando sem resultado.

Caminho sobre essas correntes, onde mesmo assim permaneço parado.

Pela força do ódio, avanço, porém ainda estagnado.

Porque igualdade me arrancou a liderança para qual havia me preparado.

Temos realmente que ajudar o pobre, o negro e o gay?

A mulher, o gordo, o estrangeiro, com o dinheiro de todos do mês?

Vai parecer cruel, insensível da minha parte eu sei.

Mas sinto vontade de vê-los na miséria, como merecido, por lei.

Também sei que não é tão simples, não dá para generalizar, cada caso é um caso.

Mas se tivessem valores, conseguiriam se sustentar, através de seu próprio passo.

Pela corrupção vem a miséria, como consequências naturais.

E da miséria vem o roubo e o discurso de que somos iguais.

Quando isso vai acabar?

Morrerei como um escravo, sem ter chance de lutar?

Não da para viver mais tempo nesse teatro de marionetes.

Enquanto eu apenas vivia em servir e prosperar.

Tu chamavas os fracassados para se revoltar,

Contra seus próprios mestres!

E agora que estamos no altar

Prestes a me sacrificar

Vou desistir de minha vida perante a mais um dos testes.

Como um último sinal a se rebelar.

Não somos iguais vou gritar.

E morrer, oprimido por um dos infantes.

Isso é o que nossa sociedade virou, sobre a tirania mudou.

Porque a igualdade aumentou, mas a justiça faltou.

E antes de partir pude gritar uma vez mais.

E antes do ultimo golpe, eles ouviram “não somos iguais”.

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