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  • Matheus Brasilino

Poética- A Queda

Os corpos atingem o chão.

As vidas se perdem em vão.

E os céus, se mostram perpetuamente sombrios.


As máquinas se quebram em mão.

As chamas se espalham então.

Me perdoe, irei padecer entre os frios.


Eu devo pagar, sim, por tudo que fiz.

As consequências de meus atos, são meu sagrado juiz.

Mas, quando a vi, depositando confiança em mim.

Senti que poderia encontrar com o perdão, mesmo que fosse no fim.


Logo, nos levantamos.

Mesmo que essa resistência se prove inútil,

Para defender essas terras corrompidas.

Logo, nos levantamos.

Em uma vaga esperança de retornar para a casa.

E assim, dar novos rumos as nossas vidas.


E seu sorriso inocente é o último presente que recebo de minha memória, antes da queda.


Me sufoco, sem tempo para respirar.

Me arrasto, tento não parar.

Mas minhas forças, gradualmente se esvaem.


Com os algozes a se aproximar.

Entre punições a executar.

Em um mundo, onde só os impuros caem.


Eu devo pagar, sim, por tudo que fiz.

Mas quero voltar a ti e tentar ser feliz.

Porque, quando a vi, depositando sua confiança em mim.

Desejei que não tentasse, para que sua misericórdia não gastasse, só para me ver acabar assim.


Logo, nos levantamos.

Mesmo que essa resistência se prove inútil,

Para defender essas terras corrompidas.

Logo, nos levantamos.

Em uma vaga esperança de retornar para a casa.

E assim, dar novos rumos as nossas vidas.


E seu sorriso inocente é o último presente que recebo de minha memória, antes da queda.


Logo, nos levantamos.

Trêmulos, aos gritos violentos de dor.

Em um ataque desesperado, visando o impossível.

Logo, me levanto.

Sensibilizado, pelo mais profundo amor.

Por uma vida ao seu lado, tornando-se visível.


Logo, nos levantamos.

E caímos para a morte juntos.

Conquistando nossa espiritual redenção.

Logo, me levanto.

Desejando que tivesse mais poder.

E não tivesse que deixar este mundo caído ao chão.


E seu sorriso inocente é o último presente que recebo de minha memória.

E então vem a queda.

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